quarta-feira, 4 de Março de 2009

Murta (Myrtus communis)

Apresento-vos mais um habitante do meu cantinho, a murta. Adquiri a planta no Inverno, e até agora tem-se dado bastante bem no vaso onde está. No entanto, já está bastante crescida para estar num vaso por muito mais tempo, e talvez não fosse má ideia arranjar-lhe um espaço na terra. Não sei se será a melhor altura, portanto se alguém tiver alguma dica não hesite em dizer, porque apesar de o meu cantinho estar mais do que lotado, terei de arranjar uma solução para a planta.
Tem sido bastante complicado acomodar todas as espécies de forma a que possam desenvolver-se bem, por isso tenho dedicado os últimos dias à reorganização do espaço, aproveitando as chuvas que tornam a terra mais mole e facilitam os transplantes. No entanto, como já referi em posts anteriores o cantinho tem estado a ser alvo de ataques de lesmas, e portanto estou a ponderar utilizar a solução da cerveja para controlar as ditas, que durante a sua estadia já reduziram a minha Valeriana officinails a quase nada.

Quanto à murta propriamente dita, segundo o que sei, o seu uso remonta à Gréicia Antiga, onde os seus ramos eram oferecidos aos mortos em certas ocasiões. Tinha um grande valor simbólico e religioso, tanto que era usada nas coroas dos heróis e das noivas. É ainda referida no Antigo Testamento, como sendo usada em grinaldas nos casamentos pelas jovens de Israel. A madeira que se obtém dos seus caules era frequentemente utilizada como incenso, e das suas folhas e flores obtinha-se a chamada "água de anjo" utilizada em produtos de beleza.

Hoje em dia, e cientificamente falando, a murta possui de facto propriedades medicinais, que residem essencialmente nas suas folhas, e no óleo essencial que delas se pode obter. Resumidamente, o uso deste óleo essencial origina uma acção expectorante e anti-séptica dos brônquios, e do aparelho geniturinário. Pode também ser utilizada em uso externo nalgumas doenças de pele.

Não são conhecidas contra-indicações no que respeita ao uso das folhas, mas como se sabe, a maior parte das plantas não deverá ser utilizada durante a gravidez.




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